Sunday, April 22, 2007

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Saber FAZER, sem esperar recompensa...



"Quando a vida espiritual começa a alvorar, reconhecemos que todas as nossas acções deverão ser realizadas, não visando um resultado específico, mas porque é o nosso dever realizá-las. Isto é dito facilmente, mas como é difícil de ser alcançado! Não há o que precisemos mudar em nossas vidas para nos tornarmos espirituais, mas é necessário modificar a nossa actitude em relação à vida. devemos deixar de pedir à vida e passar a dar-lhe tudo, porque este é o nosso dever".


"Esta concepção da vida constitui o primeiro grande passo na direcção do reconhecimento da Unidade. Se existe apenas uma única grande Vida, se cada um de nós nada mais é senão uma expressão daquela Vida, então, toda a nossa actividade será simplesmente a acção daquela Vida em nós, e os resultados serão colhidos pela Vida comum e não pelo eu separado."


ANNIE BESANT - A Vida Espiritual


A maioria da humanidade baseia a sua vida e a sua postura em relação à vida, em função dos benefícios que dela pretende retirar ou dos malefícios que pretende evitar. Percorrem-se vidas inteiras em fugas sucessivas, por não se aceitar que devemos viver o PRESENTE e que as agruras vêm ter connosco para que as possamos ultrapassar e não para sermos vencidos por elas.

Talvez o grande segredo seja agirmos com aquele desapego lúcido e distanciado que nos permita AGIR em vez de REAGIR à VIDA. Tudo temos dentro de nós que nos permita ir aperfeiçoando o nosso modo de VER e AGIR.

José António


Quando nos debruçamos sobre os diferentes tipos de "Yoga" descritos pelos Hindús, esta actitude descrita por Annie Besant e aqui comentada pelo José António poderia facilmente corresponder ao chamado "Karma Yoga" - o Yoga da acção justa. Claro que o que pudéssemos dizer sobre este Yoga aqui seria sempre curto, por isso o que vou escrever não pretende ser um comentário completo mas apenas uma indicação.

No Karma Yoga pretende-se que o aspirante comece a observar as suas acções e a sua forma de actuar com desprendimento - o que parece mais simples do que na realidade é.

Trata-se de aprender a fazer as coisas sem nos agarrarmos aos frutos da acção - ou seja, se praticarmos uma boa acção, não estarmos (por vezes inconscientemente) à espera que ela dê um determinado resultado ou favoreça alguém ou a nós próprios.

Esse desapego é extremamente difícil de obter e, ainda quando o consigamos relativamente a algumas áreas da nossa vida, outras há, mais pessoais, em que é bastante mais difícil de atingi-lo.
Aqui fica apenas como matéria de reflexão e auto descoberta.


Isabel Nobre

16 comments:

Om-Lumen said...

Passei pelo blog da Maat e decidi vos visitar.
Gostei de ler a reflexão que deixaram no vosso blog. :-)

Um abraço amigo.

Om-Lumen

Isabel José António said...

Caro(a) Om-Lumen,

Muito obrigado pela sua visita a esta nossa (sua) casa. Tembém passaremos a vistá-lo(a).

Um abraço

José António

Margri said...

É verdade que o desapego e a acção desinteressada não é coisa fácil para as nossas mentes materialistas ocidentais.
Mas se começarmos por coisas pequenas e à nossa volta, em breve nos daremos conta do prazer que isso nos traz; e assim, quase sem dar por isso, alargaremos a nossa acção e criaremos o hábito.
Nem sequer é necessário ser altruísta, já que o que se recebe em felicidade, compensa largamente o que se dispendeu em tempo ou esforço.

Abraços.

Isabel José António said...

Cara Amiga Margri,

Muito obrigado pela sua visita.
Também já a visitámos e gostámos muito deixando lá um coment.

Um bom 25 de Abril

Um abraço

José António

Aprendiz de Viajante said...

Um post verdadeiramente bonito, carregado de ensinamentos e reflexões importantíssimas...
Como o mundo seria melhor se todos agissemos conforme os vossos ensinamentos!Sempre podemos tentar...

É um prazer ser vossa amiga.

Isabel José António said...

Querida Amiga Elsa,

Às vezes as coisas são tão simples, que, de serem tão simples, nem queremos acreditar que possam ser reais. Basta que saibamos abrir os olhos para VER, pois tudo está à nossa volta.

É sempre um conforto muito grande saber-te por aqui e voltaremos a encontrar-nos já, já a seguir.

Um grande abraço

José António

Sei que existes said...

Adorei ler este vosso post e reflectir sobre o que nele ensinam!
Bjs

serenidade said...

Amigos Isabel e José António:

O desapego deverá ser praticado aos poucos principalmente por aqueles que nem sequer têm consciência dele (digo eu). Muitas vezes esse tipo de apego, de desejo de obter um determinado resultado é tão inconsciente que o próprio consciente nega-o quando questionado.

Concordo que assim deva ser, devemos agir sem esperar nada em troca, caso contrário é como se a vida fosse uma negociação (que é o que se tornou, noto-o muito entre pais e filhos, o que é de lastimar); "ora eu vou fazer isto, vou dar aquilo, porque assim terei sito, receberei aquilo..." ora desta forma o Universo irá tirar-nos tudo o que dá-mos pois não o estamos a dar, estamos já a receber (não? saiu agora esta afirmaçãoe até eu fiquei inquieta com o que escrevi: "estamos já a receber!!!" se calhar é isso).

Mas para finalizar. Vamos dar o que queremos e o que temos para dar (tudo é o quanto baste! pois o temos). Tal como dizia o amigo José Antonio vamos dar o que queremos receber, pois se o temos damos, um dia seremos contemplados com a satisfação do nosso querer que sai da alma.

Serenos sorrisos.

Isabel José António said...

Sei que Existes

Muito obrigado pela sua visita.
Pretendemos com estas pequenas grandes reflexões que as pessoas que nos leem se interroguem a si mesmas, à vida e à sua posição que ocupam no mundo.

Ainda bem que gostou.

Volte sempre

Um grande abraço.

José António

Isabel José António said...

Querida Amiga Carla,

Quando afirma que até se inquieta com algumas das afirmações que faz, é que já está a dar-se conta da tal voz que, interiormente, lhe pergunta: Fui eu que fiz esta afirmação?. É a CONSCIÊNCIA, a tal consciência, a menifestar-se no seu SER, e este, a dar-se conta que ela existe. E nós somos, fundamentalmente, A CONSCIÊNCIA, por detrás dos pensamentos, das emoções, das lutas e dos amores e desamores.

Obrigado pela sua visita.

Um abraço sereníssimo.

José António

sa.ra said...

Como disse Saint Exupéry, "a melhor forma de compreender é transformando-nos".

O desapego é um dos desafios mais importantes e uma das tarefas mais duras para a maioria!

A nossa cultura ensombra-nos e faz-nos estremecer de medo no que diz respeito à compreensão e exercício do que significa "perder", largar, deixar ir e renunciar às expectativas!

O ego é um actor poderoso!

É um caminho que se faz passo a passo, humildemente!

Mas é O Caminho!

belíssimo texto!

beijinho
dia muito feliz!

LARA said...

Lindissimo.
Annie Besant foi uma seguidora de Helena Blavatsky.
Bom tema.
Obrigado.

Isabel José António said...

Querida Amiga Sa.ra,

Entusiasmantes também são os seus comentários, cheios de sabedoria e claros com a água da nascente.

Muito obrigado pela sua visita.

Um grande abraço

José António

Isabel José António said...

Cara Amiga Lara,

Ainda bem que passou por este nosso refúgio (que também poderá ser o de quem se sentir identificado com o que aqui "postamos".

Em face do que há para saber, aquilo que sabemos é quase nada.

Um abraço

José António

elsa nyny said...

Que lindo post!
Fiquei a reflectie nele!

Bj

Isabel José António said...

Cara Amiga Elsa Nyny,

Muito obrigado pela sua visita a esta nossa (sua) casa. Já retribuí a mesma no seu blogue.

Um abraço

José António